Idosos: Exercícios Simples para Manter o Equilíbrio e Evitar Quedas Após os 60
Autor: Tomás Savin — Redator de saúde
Revisado por Sérgio Medeiros — Farmacêutico CRF-59232 – Especialista em Farmácia Clínica
Revisão científica: Editor Científico VivaBemCsaude
Data de publicação: 19/08/2023
Data de revisão: 25/03/2026
Atualizado em: 11/04/2026
Fontes: Cochrane, PubMed, Ministério da Saúde, OMS, MDPI.
Exercícios para equilíbrio em idosos. Apesar de o envelhecimento estar ligado à diminuição do equilíbrio, da força muscular e da coordenação motora, as quedas em idosos constituem um grave problema de saúde pública. Há evidências de que um terço dos indivíduos com mais de 65 anos sofre quedas todos os anos.
Nesse contexto, os exercícios focados no equilíbrio, na marcha e no fortalecimento muscular mostram-se eficientes na prevenção de quedas e na preservação da autonomia funcional. Diante disso, essas práticas podem ser realizadas de maneira simples, até mesmo em casa, sem a necessidade de equipamentos sofisticados.
O estudo de Pedersen et al. (2025), publicado na revista Gait & Posture, investigou os efeitos de um programa de 12 semanas de exercícios combinados de força e equilíbrio em idosos. Os resultados mostraram avanços notáveis na capacidade funcional, no equilíbrio dinâmico e na força muscular dos participantes.
Com base nessas evidências, fica claro que intervenções de exercícios físicos bem estruturadas podem ter um impacto significativo na redução do risco de quedas e na manutenção da autonomia funcional entre os idosos, especialmente quando realizadas de maneira contínua e supervisionada.
De acordo com o Ministério da Saúde, a prática regular de exercícios físicos traz benefícios importantes para a saúde em todas as etapas da vida. Apesar de ainda haver a ideia errônea de que o envelhecimento deve ser acompanhado pelo sedentarismo, as evidências mostram que, com os cuidados adequados, adotar um estilo de vida ativo traz mais vantagens do que desvantagens para os idosos.
Idosos: Exercícios Simples Podem Evitar Quedas e Melhorar o Equilíbrio
É essencial preservar a força muscular e o equilíbrio na terceira idade, principalmente para evitar quedas e manter a autonomia. Nesse contexto, estudos científicos mostram que a prática regular de exercícios físicos — mesmo períodos curtos (5 a 10 minutos), especialmente para iniciantes, podem trazer benefícios iniciais se integrados a uma rotina regular, o que é importante para a capacidade funcional dos idosos.
Com base nesses dados, evidências científicas sólidas indicam que a prática regular de atividades físicas pode diminuir consideravelmente o risco de quedas. Uma análise da Cochrane Library ressalta que programas que integram exercícios de equilíbrio, força e coordenação são eficientes para aprimorar a estabilidade e a mobilidade de idosos que residem na comunidade.
Ademais, uma pesquisa recente publicada na revista revista Gait & Posture demonstrou que um programa de 12 semanas com exercícios combinados de força e equilíbrio melhora consideravelmente a capacidade funcional, particularmente em tarefas como sentar e levantar (PEDERSEN et al., 2025).
Com base nessas evidências, especialistas sugerem a incorporação de exercícios simples e acessíveis na rotina diária, mesmo que por períodos curtos de 5 a 10 minutos.
Por que o equilíbrio se deteriora com o passar dos anos?
Com o passar dos anos, o corpo passa por transformações naturais, como a perda de massa muscular, mudanças na visão e redução da propriocepção (habilidade de perceber a posição do corpo no espaço). Esses elementos combinados elevam o risco de instabilidade e quedas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estratégias preventivas que envolvem atividade física são essenciais para diminuir esse risco e favorecer um envelhecimento saudável.
Quem Deve Ter Mais Cuidado Antes de Começar Exercícios Após os 60
Apesar de a maioria dos idosos poder praticar atividades físicas de forma segura e recomendada, alguns grupos precisam de uma avaliação prévia para garantir a segurança e evitar riscos.
Antes de começar, os idosos que apresentam as seguintes condições devem consultar um profissional de saúde:
- Histórico recente de quedas;
- Doenças neurológicas, como Parkinson ou sequelas de acidente vascular cerebral (AVC);
- Dificuldades nas articulações (joelho, quadril ou coluna);
- Uso de medicamentos que podem provocar tontura ou falta de equilíbrio;
- Alterações na pressão arterial (hipotensão ou hipertensão não controlada).
A avaliação individual possibilita a personalização dos exercícios de acordo com a condição de saúde, o que aumenta a eficácia e diminui o risco de lesões ou quedas durante a atividade.
Idosos: 8 Atividades Essenciais para Melhorar o Equilíbrio e Evitar Quedas
A seguir, exercícios simples, seguros e eficientes que podem ser incluídos na rotina diária:
1. Caminhada ao ar livre
- Andar, principalmente em superfícies um pouco irregulares, contribui para o fortalecimento dos músculos e para o desafio do equilíbrio de maneira natural.
2. Tai Chi
- Aumentar o equilíbrio, a coordenação e a concentração é possível por meio de movimentos lentos e controlados. Pesquisas indicam uma diminuição considerável no risco de quedas ao adotar essa prática.
3. Ioga
- Posturas como “árvore” e “guerreiro” ajudam a melhorar a estabilidade, a flexibilidade e a força muscular.
4. Reforço da musculatura das pernas
- Para sustentar o corpo e evitar quedas, é essencial realizar exercícios como agachamentos e elevação de panturrilhas.
5. Apoio unipodal (apenas uma perna)
- Permanecer apoiado em uma perna por alguns segundos melhora o equilíbrio estático. Utilize suporte, se precisar.
6. Subir e descer degraus
- Atividade funcional que fortalece as pernas e aprimora a coordenação motora.
7. Dança
- Além de ser agradável, ela aprimora o equilíbrio dinâmico, o ritmo e a coordenação.
8. Atividades com faixa elástica
- Fortalecem a resistência muscular e contribuem para a estabilidade das articulações.
Exercícios Complementares que Potencializam o Equilíbrio em Idosos
Além dos exercícios principais, algumas práticas complementares podem aumentar a estabilidade, a mobilidade e a coordenação. Evidências científicas sugerem que a combinação de exercícios de equilíbrio, força e mobilidade pode ajudar a diminuir o risco de quedas em pessoas idosas. A seguir, exercícios básicos com aplicação prática:
Caminhada em linha reta (tandem)
Envolve caminhar com um pé diretamente à frente do outro.
- benefício clínico: Aprimora o equilíbrio dinâmico e o controle postural durante a marcha, competências fundamentais para evitar quedas em situações cotidianas.
Deslocamento lateral (movimentos laterais)
Executar movimentos laterais controlados, mantendo o tronco firme.
- benefício clínico: Ativa músculos do quadril que são pouco utilizados, mas são essenciais para a estabilidade lateral e para evitar desequilíbrios ao mudar de direção.
Movimento circular dos tornozelos
Movimentos circulares suaves com os pés, sentado ou em pé, com suporte.
- benefício clínico: Melhora a mobilidade das articulações e a propriocepção, o que ajuda o corpo a fazer ajustes rápidos quando enfrenta instabilidades.
Exercícios de alongamento para o quadril
Treinos de flexibilidade para o quadril, executados de maneira controlada.
- benefício clínico: Aumenta a flexibilidade dos movimentos e promove padrões seguros de ações como caminhar, sentar e levantar.
Movimentos de mobilidade para o core (por exemplo, prancha adaptada)
Exercícios isométricos direcionados aos músculos abdominais e lombares.
- benefício clínico: Fortalece o núcleo do corpo, o que é fundamental para manter a estabilidade postural e diminuir as compensações que elevam o risco de quedas.
De acordo com evidências científicas e recomendações internacionais para a saúde do envelhecimento, programas que integram exercícios de equilíbrio, força e mobilidade são mais eficazes na prevenção de quedas.
Quanto tempo de exercício é recomendado após os 60?
Segundo as diretrizes internacionais da Organização Mundial da Saúde, a prática regular de exercícios físicos é essencial para preservar a saúde, o equilíbrio e a independência na terceira idade.
Sugestão geral semanal
- Realizar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana (como caminhadas, exercícios leves ou atividades funcionais).
Exercícios de equilíbrio
- Devem ser feitos de duas a três vezes por semana;
- Englobam tarefas como apoio unipodal, caminhada em linha reta e exercícios funcionais.
Treinamento de força muscular
- Aconselhado duas ou mais vezes por semana;
- Concentre-se nos principais grupos musculares (pernas, quadril e core).
Como implementar na prática
Para iniciantes, o melhor é distribuir o tempo ao longo da semana:
- De 10 a 20 minutos diários;
- ou de 2 a 3 sessões breves por dia (por exemplo, 10 minutos cada).
Essa estratégia ajuda o corpo a se adaptar e diminui a probabilidade de lesões.
A intensidade e o volume devem ser adaptados de acordo com a condição física de cada um. Antes de começar, os idosos que têm limitações ou doenças crônicas devem procurar aconselhamento profissional.
É normal sentir dor ao começar exercícios após os 60?
Sim. Um leve desconforto muscular nos primeiros dias, conhecido como dor muscular tardia (DOMS), é uma reação fisiológica normal quando o corpo é submetido a novos estímulos ou aumento de intensidade.
Essa adaptação acontece devido às microlesões controladas nas fibras musculares, que são parte do processo de fortalecimento.
Quando a dor é considerada normal?
- Leve a moderada;
- ocorre entre 24 e 72 horas depois da atividade física;
- melhora gradualmente ao longo dos dias.
Sinais de alerta (procure avaliação profissional)
- dor aguda ou debilitante;
- dor nas articulações (joelho, quadril, coluna);
- inchaço, rubor ou calor na região;
- sensação de tontura ou desequilíbrio durante a atividade física.
Como reduzir o desconforto com segurança
- Inicie de maneira progressiva, levando em consideração seu estado físico atual;
- Separe a prática em sessões breves (por exemplo, de 10 minutos, duas a três vezes);
- Nos primeiros dias, dê preferência a exercícios de baixo impacto;
- Mantenha-se hidratado e descanse regularmente;
- Após a atividade, faça alongamentos leves.
É aconselhável procurar um profissional de saúde antes de começar um novo programa de exercícios, especialmente se houver doenças pré-existentes ou uso de medicamentos.
O que dizem os estudos
Evidências científicas sólidas indicam que a prática regular de exercícios físicos é uma das abordagens mais eficientes para melhorar o equilíbrio e diminuir o risco de quedas em pessoas idosas.
Uma revisão sistemática publicada na Cochrane Library, liderada por Cathie Sherrington e sua equipe, examinou mais de 100 ensaios clínicos randomizados com um total de mais de 23 mil participantes. Os resultados indicam que programas de exercícios, particularmente os voltados para equilíbrio, força e função, podem diminuir a incidência de quedas em aproximadamente 23% a 24% entre os idosos que residem na comunidade.
Ademais, pesquisas divulgadas na revista BMC Geriatrics sugerem que diversas formas de exercício, como o treino combinado (força, equilíbrio e resistência), contribuem para melhorias consideráveis no equilíbrio e na mobilidade funcional de idosos saudáveis.
À luz dessas evidências, e meta-análises indicam que intervenções baseadas em exercícios físicos estão ligadas à diminuição do número de quedas, melhoria do equilíbrio estático e dinâmico, além de maior confiança ao caminhar e melhor qualidade de vida( PAPALIA et al., 2020).
Quando procurar avaliação profissional
Apesar de os exercícios serem geralmente recomendados para a maioria dos idosos, há alguns sinais que indicam a necessidade de consultar um profissional de saúde antes ou durante a atividade.
Consulte um médico ou fisioterapeuta se houver:
- Quedas que ocorreram recentemente ou com frequência;
- Tontura, vertigem ou sensação de desequilíbrio ao andar;
- Perda repentina de equilíbrio ou dificuldade para permanecer em pé;
- Progressiva diminuição da força muscular;
- Dor contínua nas articulações ou na coluna vertebral;
- Problemas para executar tarefas simples, como sentar ou levantar
A avaliação profissional possibilita a identificação de causas subjacentes, como mudanças neurológicas, cardiovasculares ou musculoesqueléticas, além de ajustar os exercícios de maneira segura e personalizada.
Dados que reforçam a importância do treino após os 60
As quedas constituem um dos maiores desafios de saúde pública entre os idosos, estando ligadas à perda de independência, internações hospitalares e elevação das taxas de mortalidade.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, as quedas figuram entre as principais causas de lesões e internações de idosos em todo o mundo. Aproximadamente 28% a 35% dos indivíduos com mais de 65 anos sofrem pelo menos uma queda anualmente, e esse risco cresce de forma progressiva após os 70 anos.
Evidências científicas também mostram que a prática de atividades físicas pode diminuir consideravelmente esse risco. Uma revisão sistemática publicada na Cochrane Library, conduzida por Cathie Sherrington e sua equipe, demonstrou que programas de exercícios bem estruturados — particularmente os que integram treinamento de equilíbrio e força — podem diminuir a incidência de quedas em até 23% a 24% entre os idosos que residem na comunidade.
Um estudo publicado no Journal of Multidisciplinary Healthcare indexado na PubMed enfatiza a relevância de estratégias fundamentadas em evidências, que englobam exercícios de força e equilíbrio, além de intervenções multifatoriais, visando prevenir quedas em idosos que residem na comunidade (AN et al., 2025).
Benefícios adicionais dos exercícios após os 60
A prática regular de atividade física, além de melhorar o equilíbrio e diminuir o risco de quedas, traz uma série de benefícios sistêmicos que são fundamentais para um envelhecimento saudável.
As orientações da Organização Mundial da Saúde e as revisões científicas apontam que a prática de exercícios físicos auxilia:
- Melhorar a memória e a capacidade cognitiva;
- Diminuir os sintomas de ansiedade e depressão;
- Aumentar a densidade óssea;
- Melhorar a circulação.
Sarcopenia Após os 60: Como Exercícios Simples Podem Preservar Sua Força
A prática de atividades físicas traz benefícios significativos tanto para os idosos com sarcopenia quanto para os que são considerados saudáveis. Entretanto, evidências científicas sugerem que a intensidade e a natureza da resposta ao exercício podem diferir conforme o estado funcional inicial.
Em pessoas com sarcopenia, pesquisas divulgadas no Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle (SHEN, et al., 2023) mostram que programas de treinamento, principalmente os que mesclam exercícios de resistência e multicomponentes, geram avanços consideráveis como:
- força muscular;
- na velocidade da marcha;
- no desempenho funcional.
Evidências científicas mostram que programas de atividade física geram melhorias significativas em idosos. Esses progressos podem ser vistos, por exemplo, em testes clínicos como o de se levantar de uma cadeira e o Timed Up & Go, que são amplamente usados para avaliar a mobilidade. Contudo, mesmo com ganhos funcionais significativos, as mudanças na massa muscular total costumam ser modestas.
Ademais, há evidências de que a combinação de exercícios com uma alimentação adequada — especialmente a ingestão de proteínas — potencializa os resultados, principalmente em pessoas mais frágeis.
Em geral, a prática de exercícios físicos é uma abordagem eficiente para tratar e prevenir a sarcopenia, contribuindo para um envelhecimento saudável e preservação da autonomia.
A evidência científica demonstra que a prática de exercícios físicos é eficiente tanto no tratamento quanto na prevenção da sarcopenia. Em idosos com a condição, há ganhos mais significativos na força e no desempenho funcional, ao passo que em pessoas saudáveis o principal benefício reside na preservação da capacidade física e na prevenção do declínio. Ademais, a combinação de atividade física e alimentação adequada potencializa os resultados, principalmente em grupos mais vulneráveis.
Equilíbrio em Idosos: Treino Funciona Mesmo com Osteoartrite? O Que Diz a Ciência
Estudos científicos mostram que o treinamento de equilíbrio melhora o controle postural e a mobilidade em idosos saudáveis e em idosos com osteoartrite. Pesquisas divulgadas em revistas como Frontiers in Public Health (ZHANG et al., 2023) e Healthcare (MDPI, 2024) evidenciam melhorias significativas no equilíbrio estático e dinâmico de idosos saudáveis, bem como uma diminuição no risco de quedas.
Em idosos com osteoartrite, particularmente no joelho, estudos indicam melhorias significativas na dor, na função física e nas escalas de equilíbrio, conforme relatado em pesquisas publicadas no International Journal of Physiotherapy Research (2023), contudo, os efeitos em relação à redução direta de quedas ainda são menos sólidos nesse grupo.
Estudo clínico publicado no Journal of Personalized Medicine por Tatiane Silva de Souza e colaboradores (2025) indica que um programa de exercícios focado em força, equilíbrio e treino de marcha com feedback visual reduz a dor, melhora a função e o equilíbrio em mulheres idosas, tanto com quanto sem osteoartrite.
Após aproximadamente 8 semanas, observou-se uma melhora na mobilidade e uma diminuição do risco de quedas em ambos os grupos.
Os resultados confirmam que programas multicomponentes são eficazes para reabilitar e prevenir quedas em pessoas idosas.
Na prática clínica, muitos idosos relatam uma melhora na confiança ao caminhar após algumas semanas de treinamento. Embora haja benefícios, alguns estudos indicam que os resultados podem variar de acordo com a intensidade e a adesão ao programa.
As revisões sistemáticas, fundamentadas nas evidências disponíveis, sugerem que o treinamento de equilíbrio proporciona benefícios para idosos saudáveis e para aqueles que sofrem de condições como a osteoartrite. Entretanto, a diversidade dos estudos, principalmente em relação aos protocolos empregados, intensidade e duração das intervenções, dificulta comparações diretas entre esses grupos.
Assim, ainda não é possível garantir com exatidão que os efeitos observados sejam equivalentes. Recomenda-se cautela ao generalizar os resultados e adaptar os programas de exercício de forma individualizada.
Medicamentos Também Podem Aumentar o Risco de Quedas em Idosos
Na prática farmacêutica, prevenir quedas em idosos requer uma avaliação e ativa e constante do uso de medicamentos. Durante o atendimento, o farmacêutico clínico examina a prescrição e identifica medicamentos que podem elevar o risco de quedas, como anti-hipertensivos, sedativos, antidepressivos e fármacos que afetam o sistema nervoso central, geralmente ligados a efeitos como vertigem, sonolência e hipotensão postural.
Ademais, é essencial checar possíveis interações entre medicamentos, duplicidades terapêuticas e doses impróprias, principalmente em pacientes que usam múltiplos medicamentos. Quando necessário, o farmacêutico pode recomendar ao médico prescritor ajustes, como diminuir a dose, optar por alternativas mais seguras ou reavaliar a necessidade do medicamento.
Outra ação relevante é a orientação direta ao paciente, que abrange recomendações sobre horários de uso, precauções ao se levantar (para prevenir tontura), adesão ao tratamento e detecção precoce de efeitos colaterais.
Na prática, a combinação de revisão farmacoterapêutica, atividade física supervisionada e acompanhamento multiprofissional constitui uma estratégia mais segura e eficiente para diminuir o risco de quedas e favorecer um envelhecimento saudável.
FAQ — Perguntas Frequentes
P1. Idosos podem fazer exercícios todos os dias?
Sim. A Organização Mundial da Saúde recomenda que os idosos permaneçam ativos durante toda a semana.
Exercícios leves e moderados podem ser feitos todos os dias, desde que se respeitem os limites pessoais e se faça uma progressão gradual.
P2. Quais são os melhores exercícios para equilíbrio em idosos?
Os mais indicados são os que mesclam:
- exercícios de equilíbrio (permanecer em uma perna, caminhar em linha reta);
- fortalecimento muscular (agachamentos, exercícios para panturrilha);
- coordenação (dança, Tai Chi);
Pesquisas da Cochrane indicam que programas combinados são os mais eficientes na prevenção de quedas.
P3. Quanto tempo de exercício por dia é suficiente?
Evidências sugerem que apenas 5 a 10 minutos diários podem ser benéficos, principalmente para iniciantes.
A OMS, por outro lado, recomenda que as pessoas façam cerca de 150 minutos de atividade física moderada por semana.
P4. É normal sentir dor ao começar a treinar após os 60?
Sim. Nos primeiros dias, é comum sentir uma leve dor muscular, também chamada de dor muscular tardia (DOMS). De acordo com pesquisas clínicas, isso é parte do processo de adaptação muscular ao exercício.
Busque avaliação se houver:
- dor aguda ou duradoura;
- dor nas juntas;
- vertigem ou instabilidade.
P5. Exercícios realmente reduzem o risco de quedas?
Sim. Evidências sólidas demonstram que:
- Revisão da Cochrane → diminuição de até 24% na probabilidade de quedas;
- Pesquisa publicada na Gait & Posture (2025) → melhora funcional considerável;
- Análise abrangente (Journal of Clinical Medicine) → aprimoramento do equilíbrio e da mobilidade
vertigem ou instabilidade.
P6. Dá para treinar em casa com segurança?
Sim. A maior parte dos exercícios pode ser realizada em casa, contanto que:
- o ambiente esteja seguro;
- haja suporte (cadeira ou parede);
- o idoso respeite suas próprias limitações.
P7. Quando o idoso deve procurar um médico antes de se exercitar?
Antes de começar, é aconselhável buscar uma avaliação se houver:
- histórico recente de quedas;
- Histórico de problemas cardíacos;
- doenças neurológicas;
- dores articulares importantes.
P8. Exercícios realmente ajudam na sarcopenia após os 60?
Sim. Pesquisas divulgadas no Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle indicam que a prática de exercícios.
Particularmente o treinamento de resistência, melhora consideravelmente a força muscular, a velocidade da marcha e o desempenho funcional em idosos com sarcopenia.
Na prática, isso resulta em maior facilidade para realizar tarefas cotidianas, como se levantar de uma cadeira ou caminhar com segurança. Contudo, as alterações na massa muscular total tendem a ser mais sutis, o que destaca a importância de manter a regularidade dos treinos e uma alimentação adequada.
P9. Idosos com osteoartrite podem fazer exercícios de equilíbrio?
Sim — e precisam.
Estudos científicos mostram que o treinamento de equilíbrio melhora o controle postural, diminui a dor e aumenta a funcionalidade em idosos com osteoartrite, principalmente no joelho.
Contudo, ao contrário de idosos saudáveis, as pesquisas indicam que a redução direta do risco de quedas ainda é menos confiável nesse grupo. Portanto, o melhor é ajustar os exercícios e, sempre que possível, buscar a orientação de um profissional.
Conclusão
Permanecer ativo após os 60 anos não é somente uma sugestão, mas uma tática fundamental para manter a independência, diminuir riscos e favorecer um envelhecimento saudável. Exercícios simples, quando praticados regularmente, podem melhorar consideravelmente o equilíbrio, a força e a confiança no cotidiano, de acordo com evidências científicas sólidas.
Este conteúdo foi desenvolvido com base em revisões sistemáticas, meta-análises e diretrizes internacionais, que são consideradas o mais alto nível de evidência científica.
Disclaimer:
Este material é informativo e fundamentado em evidências científicas, não devendo ser considerado um substituto para avaliação médica. Antes de começar a praticar exercícios, consulte um profissional de saúde.
>É aconselhável que pessoas idosas ou com condições de saúde pré-existentes, limitações físicas ou que utilizam medicamentos consultem um médico ou profissional de saúde antes de começar um novo programa de exercícios.
Caso experimente sintomas como dor intensa, tontura, falta de ar ou desequilíbrio durante a prática, interrompa a atividade imediatamente e procure orientação profissional.
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