O Que é Resistência à Insulina e os Sinais Silenciosos Que Seu Corpo Está Enviando
Autor: Tomás Savin — Redator de saúde
Revisor: Sérgio Medeiros — Farmacêutico CRF-59232, Especialista em Farmácia Clínica
Fontes: PubMed, OMS, MS, Cochrane
Data de publicação: 26/02/2026
Data de revisão: 07/03/2026
Data de atualização do artigo: 01/04/2026
A resistência à insulina é uma das mudanças metabólicas mais frequentes no mundo hoje, impactando milhões de indivíduos. O mais preocupante é que muitas nem sabem que passam por isso. Por outro lado, sintomas como, cansaço persistente, dificuldade para emagrecer e desejo constante de doces podem não ser apenas hábitos cotidianos: podem sinalizar um desequilíbrio metabólico significativo.
Altos níveis de insulina em jejum podem indicar que o corpo não está reagindo de forma adequada a esse hormônio, especialmente se associados a variações nos níveis de glicose. Valores de HOMA-IR superiores a 2,5 são geralmente empregados como referência, apesar de poderem variar de acordo com a população e o método laboratorial.
O que acontece no corpo quando surge resistência à insulina
Um especialista em saúde deve sempre avaliar esses resultados. A resistência à insulina pode se apresentar de maneira silenciosa, exibindo sinais discretos que frequentemente não são notados, como fadiga, desejo intenso de comer e áreas da pele mais escuras. A seguir, vamos explicar como identificar esses sinais e o que pode ser feito para resolver essa questão.
O que é resistência à insulina e como ela se desenvolve
O pâncreas produz um hormônio crucial conhecido como insulina, que tem a função de transportar a glicose do sangue para as células, que são a nossa principal fonte de energia. Nesse aspecto, a insulina funciona como uma espécie de “chave” que permite a entrada da glicose nas células. A resistência à insulina caracteriza-se pela incapacidade das células em responder adequadamente a este hormônio. Como resultado, a captação de glicose e o equilíbrio metabólico são afetados devido à redução da sensibilidade à insulina em músculos, fígado e tecido adiposo.
Nesse contexto, níveis elevados de insulina, pode evoluir para diabetes tipo 2, em razão da sobrecarga gradual das células beta do pâncreas. Para lidar com essa situação, o pâncreas intensifica seu trabalho e secreta insulina em maior quantidade. Mas o excesso desse hormônio na corrente sanguínea é chamado de hiperinsulinemia.
Nesse cenário, a produção compensatória elevada de insulina pode, com o passar do tempo, sobrecarregar as células beta do pâncreas, diminuindo sua capacidade de funcionamento. Como resultado, há um acúmulo de glicose no sangue, o que facilita a evolução para pré-diabetes e diabetes tipo 2.
Pesquisas indicam que indivíduos que ingerem bebidas açucaradas regularmente têm maior risco de desenvolver resistência à insulina (MALIK et al. 2010). De um modo geral, costuma ocorrer em indivíduos com uma predisposição genética. Ao mesmo tempo, várias outras condições contribuem, como obesidade, sedentarismo, alimentação rica em carboidratos e gorduras não saudáveis, acúmulo de gordura abdominal, hipertensão e níveis elevados de colesterol, e mulheres com síndrome dos ovários policísticos também pode aumentar o risco.
Sinais silenciosos que seu corpo está enviando
No início, a resistência à insulina frequentemente não mostra sintomas evidentes. Por exemplo, é comum que as pessoas só percebam que há algo errado durante consultas médicas. O corpo emite sinais importantes que não devem ser desconsiderados. Por outro lado, a fadiga persistente é um dos sintomas mais frequentes. Mesmo após uma boa noite de sono, você pode sentir-se cansado. Isso ocorre porque o açúcar permanece na corrente sanguínea, não conseguindo entrar nas células para gerar energia. Adicionalmente, muitas pessoas sentem uma sonolência intensa após as refeições, em razão das rápidas variações nos níveis de açúcar no sangue.
Outra indicação comum é a vontade de doces e a fome intensa. Quando o corpo não reage adequadamente à insulina, a glicose não é utilizada de maneira eficiente, o que prolonga a sensação de fome e eleva o consumo de carboidratos.
Ademais, o aumento de peso, particularmente na área abdominal, é um relevante indicador de alerta para mudanças metabólicas. Nesse contexto, quando o organismo resiste à ação da insulina, as células não utilizam a glicose de maneira eficaz, o que contribui para seu armazenamento como gordura corporal. Como resultado, há uma maior dificuldade em perder peso, mesmo quando se implementam estratégias como uma dieta balanceada e a prática regular de atividades físicas, conforme apontado na literatura científica.
Manchas escuras na pele conhecidas como acantose nigricans podem surgir nas dobras do corpo, como no pescoço, axilas e virilha. Ademais, essas áreas podem se tornar escuras, espessas e com uma superfície aveludada. Nas mulheres, por outro lado, a resistência à insulina pode estar ligada a problemas menstruais, crescimento excessivo de pelos, acne, dificuldades para engravidar e possíveis mudanças na concentração e na memória.
Na prática clínica, é frequente encontrar pacientes que relatam cansaço constante e dificuldade em perder peso antes de receberem o diagnóstico.”
Como identificar e diagnosticar a resistência à insulina
Detectar a resistência à insulina não é algo que pode ser resolvido por meio de um único exame. De fato, é necessário combinar os resultados de vários testes para obter um diagnóstico mais exato. Os exames de sangue realizados em jejum são o primeiro passo.
A medição dos níveis de insulina e glicose após um período de 8 a 12 horas sem comer permite calcular o índice HOMA-IR. Sobretudo, essa conta envolve multiplicar a insulina de jejum pela glicose de jejum e depois dividir o resultado por 22,5. Um valor maior que 2,5 ou 2,9 pode sugerir resistência à insulina. O índice HOMA-IR , derivado dos níveis de insulina e glicose em jejum, é frequentemente utilizado na prática clínica para avaliar a sensibilidade à insulina .
O teste de hemoglobina glicada fornece uma média dos níveis de glicose dos últimos três meses. Resultados que variam entre 5,7% e 6,4% podem indicar pré-diabetes. O teste de tolerância à glicose mede como o organismo consegue processar uma quantidade significativa de açúcar.
Após consumir uma solução com 75g de glicose, são coletadas amostras de sangue em intervalos estabelecidos. Em outras palavras, se os valores após duas horas ultrapassarem 140 mg/dL, isso pode indicar problemas no metabolismo.
O perfil lipídico também pode auxiliar na identificação do problema. Dessa forma, a relação entre os níveis de triglicerídeos e HDL é especialmente relevante. Mas triglicerídeos acima de 150 mg/dL, juntamente com níveis baixos de HDL, podem indicar resistência à insulina. Avaliar marcadores inflamatórios, como a proteína C reativa ultrassensível, pode oferecer informações adicionais. No entanto, é essencial que um médico especialista faça a interpretação correta dos resultados.
Você gostaria de saber como tratar e reverter a resistência à insulina?
A boa notícia é que a resistência à insulina não aparece do nada e, muitas vezes, também não precisa ficar para sempre. O corpo humano é realmente surpreendente, não é mesmo? por sua vez, quando recebe os estímulos certos, ele tenta se reorganizar, quase como uma engrenagem que volta a girar depois de ser lubrificada novamente. Na prática, pequenas mudanças diárias podem fazer uma diferença enorme. Não se trata de radicalismo ou dietas impossíveis. É como ensinar o organismo, aos poucos, a voltar ao equilíbrio.
Você já parou para pensar que uma alimentação equilibrada é o primeiro passo para uma vida mais saudável?
A alimentação tem um impacto direto no metabolismo energético e na regulação dos níveis de glicose no sangue. A ingestão regular de alimentos ultraprocessados, que costumam ser ricos em açúcares simples e farinhas refinadas, está ligada a picos rápidos de glicose no sangue, seguidos por quedas bruscas, conhecidas como hipoglicemia reativa. Nesse sentido, esse padrão pode levar ao aumento do apetite, especialmente por alimentos com alta densidade calórica, o que pode resultar em ciclos de fome mais frequentes e maior consumo de energia ao longo do dia.
Estudos afirmam que a exposição contínua a altos níveis de glicose impõe grande estresse às células beta pancreáticas, reduzindo sua capacidade de lidar com mudanças metabólicas. Estudos publicados na revista J Diabetes Research e indexados no PubMed sugerem que dar preferência a alimentos naturais pode ser uma abordagem eficiente para auxiliar na estabilização dos níveis de glicose no sangue (ALHAZZAA et al., 2023).
A liberação mais gradual da glicose na corrente sanguínea é favorecida pelo consumo de verduras, legumes, proteínas magras, fibras e gorduras saudáveis, o que contribui para prevenir picos e quedas que sobrecarregam o organismo. Nesse contexto, a diminuição do consumo de alimentos menos saudáveis pode ser realizada de maneira gradual e sustentável, sem a necessidade de alterações drásticas.
Por outro lado, você já percebeu como é possível mudar o cenário adotando pequenas mudanças no seu dia a dia? Basta substituir o refrigerante por água ou reduzir o consumo de doces, por exemplo.
Você sabia que a prática de atividade física regular é um movimento que desperta o metabolismo?
O tecido muscular tem um papel significativo na melhoria da sensibilidade à insulina. Os músculos usam a glicose como fonte de energia durante o exercício, o que ajuda a diminuir os níveis de açúcar no sangue. Não é preciso um treinamento intenso: a prática constante de exercícios, mesmo em níveis moderados, já traz benefícios metabólicos significativos.
Atividades como caminhar, andar de bicicleta, dançar ou até subir escadas incentivam o corpo a operar de maneira mais eficaz. A regularidade, mais do que a intensidade extrema, é o fator mais importante para resultados consistentes. A prática constante, mesmo que em pequenas doses diárias, costuma ser mais duradoura e eficiente do que esforços intensos e pontuais.
Estudos publicados na revista Scientific Reports e indexados no PubMed fornecem evidências científicas de que a prática regular de exercícios aeróbicos traz benefícios para o metabolismo da glicose e perfil lipídico, promovendo a melhoria da saúde metabólica e cardiovascular.
Evidências científicas mostram que a prática regular de exercícios aeróbicos melhora a sensibilidade à insulina. Esse efeito está ligado a mudanças em metabólitos como bilirrubina, ribose e glutarato, indicando adaptações bioquímicas benéficas. Ademais, estudos indicam que o exercício aeróbico melhora a saúde metabólica e a capacidade cardiovascular, especialmente em mulheres jovens. Isso ressalta a conexão entre atividade física, equilíbrio do organismo e bem-estar.
A redução do peso abdominal é uma questão que vai além da estética.
O acúmulo de gordura na região abdominal não se trata apenas de uma questão estética. Ela atua de forma silenciosa, liberando compostos inflamatórios que interferem na ação da insulina. Conforme o peso na região abdominal diminui, o corpo reage quase como se estivesse respirando aliviado. Antes mesmo de notar mudanças significativas no peso, muitas pessoas já sentem melhorias na disposição, no sono e até na concentração. Em contrapartida, o sobrepeso, principalmente quando ligado a altos níveis de colesterol, hipertensão ou triglicerídeos, geralmente está associado à resistência à insulina. Essa série de mudanças define a síndrome metabólica, sinalizando uma desregulação do equilíbrio metabólico.
Você sabia que o sono adequado é um tratamento que muita gente esquece?
Os hormônios que controlam a fome e o metabolismo são diretamente afetados pela qualidade do sono. A falta de sono geralmente leva a uma maior procura por fontes rápidas de energia, como açúcares e carboidratos refinados. Um sono de qualidade ajuda a manter o equilíbrio metabólico e a regular o apetite. O corpo controla os hormônios, diminui as inflamações e aumenta a sensibilidade à insulina enquanto dorme.
Segundo uma revisão clínica divulgada no Journal of Clinical Endocrinology, a falta de sono pode impactar hormônios metabólicos essenciais, o que pode resultar em resistência à insulina (Freeman et al., 2023). Às vezes, pequenas mudanças, como diminuir o uso de telas à noite e estabelecer uma rotina relaxante antes de dormir, podem ter um grande impacto.
Você está cuidando da sua saúde? A importância do acompanhamento médico
Alterações no estilo de vida são essenciais para o manejo metabólico. Na prática clínica, no entanto, cada pessoa possui um perfil metabólico único, o que demanda um acompanhamento personalizado. A realização regular de exames é fundamental para acompanhar a progressão da doença e fazer ajustes no tratamento com base em dados concretos.
Também em alguns casos, os médicos podem receitar remédios para auxiliar o controle metabólico enquanto o corpo se recupera. Note que muitas pessoas só procuram um médico quando o corpo já apresenta sinais de alerta. No entanto, no caso da resistência à insulina, os sintomas tendem a aparecer mais cedo, embora de forma sutil. Eles se manifestam quase de forma discreta, por meio de um cansaço constante, uma fome insaciável ou aquele peso que você não consegue perder. Porém, é nesse momento que você deve procurar um médico.
Em termos simples, eles conseguem ajustar seu plano, avaliar seus exames e prevenir que pequenos desequilíbrios se transformem em problemas maiores. Acredito que acompanhar seu histórico metabólico não é exagero, mas sim uma forma de ouvir seu corpo antes que ele comece a reclamar.
No fim das contas, abordar a redução da sensibilidade à insulina não deve ser visto como uma batalha contra o próprio corpo. Ao contrário, é entender os sinais que o corpo envia quando há desequilíbrios metabólicos e reagir de maneira apropriada. Para promover mudanças consistentes e sustentáveis na saúde, é essencial ouvir atentamente esses sinais.
Quem está mais sujeito a desenvolver resistência à insulina? Veja
A resistência à insulina pode atingir qualquer indivíduo, sem levar em consideração idade, profissão ou adoção de um estilo de vida saudável. Frequentemente, ela se instala de forma gradual, sem apresentar muitos sinais. Quando a pessoa percebe, seu corpo já havia sinalizado o problema há algum tempo. Diversos fatores podem contribuir para essa situação. Isso não significa que a condição ocorrerá sempre, mas indica que o corpo requer mais atenção. A Organização Mundial da Saúde sugere o controle frequente dos níveis de açúcar no sangue para pessoas que apresentam fatores de risco (OMS Diabetes Guidelines).
Indivíduos com gordura abdominal excessiva
A gordura abdominal, particularmente a visceral, é metabolicamente ativa e libera compostos que interferem na ação da insulina. Como resultado, a glicose não é absorvida de maneira eficaz pelas células — um fenômeno denominado resistência à insulina — o que contribui para desequilíbrios metabólicos.
Aqueles que levam uma vida sedentária
O corpo humano foi projetado para se mover. Quando a rotina é marcada por cadeiras, carros e sofás, os músculos utilizam menos glicose como fonte de energia. Pesquisas publicadas no Diabetes Care demonstram que a contração muscular aumenta a captação de glicose independentemente da insulina, funcionando como uma espécie de “atalho metabólico” (Colberg et al., 2010). Com o passar do tempo, o organismo começa a apresentar uma resposta menos eficaz à insulina. Isso não ocorre de forma abrupta — é um processo discreto, quase imperceptível. Pequenas caminhadas, às vezes, já ajudam a melhorar essa situação.
Pessoas com histórico de diabetes na família
A genética também desempenha um papel significativo. Além disso, ter familiares, como pais ou irmãos, com diabetes tipo 2 eleva a probabilidade de desenvolver resistência à insulina. Isso não é um destino garantido, é uma inclinação do corpo. No entanto, pode ser prevenida adotando hábitos saudáveis ao longo da vida.
Mulheres com síndrome dos ovários policísticos
Para muitas mulheres, as mudanças hormonais ligadas à SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos) tornam a ação da insulina mais difícil. Mas pode levar a menstruação irregular, acne grave, crescimento excessivo de pelos ou problemas para engravidar. Todavia, esses sintomas nem sempre estão ligados ao metabolismo, mas costumam aparecer juntos com frequência.
Problemas de sono e estresse contínuo
Dormir pouco ou viver sob constante estresse pode impactar o seu metabolismo. O corpo libera hormônios que aumentam a quantidade de açúcar no sangue e, consequentemente, a demanda por insulina quando estamos estressados. Imagine seu corpo em um estado de alerta permanente, contudo as consequências eventualmente surgirão. Em suma, normalmente, a resistência à insulina não é provocada por um único elemento, mas por uma série de fatores menores que se somam. Pesquisas indicam que altos níveis de cortisol ao longo do tempo estão ligados à redução da sensibilidade à insulina e ao aumento do acúmulo de gordura abdominal. (KELLY; ISMAIL, 2015). A boa notícia é que, ao detectar esses riscos antecipadamente, você pode tomar medidas antes que eles se transformem em problemas mais graves.
Erros diários que aumentam a resistência à insulina sem que você perceba
Muitas pessoas acreditam que a resistência à insulina só ocorre em casos de exagero. Porém, na realidade, costuma começar com pequenos hábitos que você pratica diariamente. Embora pareçam inofensivos, eles gradualmente desregulam seu metabolismo. Mesmo de maneira discreta, o corpo emite sinais que precisam ser observados.
Pular refeições e depois comer demais
Pular refeições para perder peso pode parecer uma boa ideia, mas seu corpo pensa que está passando fome. Então, quando você finalmente come, é provável que coma demais, causando um pico de açúcar no sangue. Consequentemente, seu corpo precisa liberar muita insulina de uma só vez. Com o tempo, esses altos e baixos podem realmente desregular seu metabolismo.
Consumo excessivo de alimentos ultraprocessados
Certo, então, biscoitos, refrigerantes, fast food e alimentos processados são fáceis de pegar, mas fazem seu corpo trabalhar demais. Eles liberam açúcar na corrente sanguínea muito rapidamente. É como jogar um monte de lenha em uma pequena fogueira. As chamas sobem imediatamente — e você logo se cansa. Alimentos saudáveis ajudam o organismo a funcionar melhor.
Ingerir bebidas açucaradas frequentemente
Bebidas açucaradas, como:
- refrigerantes;
- café adoçado.
Podem parecer inofensivas, mas elas inundam o corpo com açúcar de forma rápida, fazendo com que ele produza uma quantidade excessiva de insulina. Geralmente, ingerimos açúcar em excesso não por alimentos, mas por bebidas. De acordo com Malik et al. (2010), há indícios de que indivíduos que consomem bebidas açucaradas regularmente podem ter maior risco de desenvolver resistência à insulina. A resistência à insulina não é resultado de uma única má decisão. Ela se manifesta quando você adota uma série de pequenos hábitos prejudiciais ao longo de um longo período. A boa notícia é que, ao alterar gradualmente esses maus hábitos, você pode restabelecer o equilíbrio do seu corpo. Fazer pequenas correções na sua rotina diária pode transformar completamente a sua saúde.
Conclusão
Embora a resistência à insulina possa parecer complexa no começo, estar atento aos sinais sutis ajuda na sua identificação precoce. Fique alerta a sintomas como fadiga persistente, alterações na pele com manchas escuras e aumento de peso na área abdominal. Em essência, quanto mais cedo você procurar um médico e fazer os exames necessários, maiores serão suas chances de controlar a situação. Não se esqueça de que seu corpo sempre envia sinais. Basta aprender a interpretá-los. Este conteúdo possui caráter de natureza educativa e não substitui uma consulta médica.
Principais Conclusões
Muitas pessoas têm resistência à insulina sem saber. Porém, há indícios, e a identificação precoce pode fazer toda a diferença.
- A resistência à insulina se manifesta quando as células não respondem adequadamente à insulina. Dessa forma, o pâncreas precisa se esforçar mais para produzir uma quantidade maior de insulina;
- Esteja atento a sintomas como fadiga persistente, compulsão por doces, acúmulo de gordura na região abdominal e manchas escuras na pele;
- A identificação precoce é essencial. As chances de resolver o problema e prevenir complicações mais graves aumentam quanto mais cedo você buscar ajuda e realizar os exames.
Mulheres podem manifestar outros sintomas, como menstruação irregular, crescimento excessivo de pelos e dificuldade para engravidar, geralmente ligados à diminuição da sensibilidade à insulina.
Reconhecer esses sinais desde cedo permite que você procure ajuda quando necessário. Isso pode evitar a piora da situação e reduzir as probabilidades de desenvolver diabetes tipo 2 ou outras condições de saúde graves.
FAQ — Perguntas Frequentes
P1. Quais são os primeiros indícios de resistência à insulina?
Mesmo após uma boa noite de sono, indivíduos com resistência à insulina costumam se sentir cansados durante todo o dia. Além disso, podemos sentir uma grande vontade de comer, especialmente doces, sentir sono após as refeições, enfrentar dificuldades para emagrecer e acumular peso na região abdominal. Também é possível experimentar problemas de memória e concentração.
P2. É perigoso ter insulina em jejum elevada?
A insulina em jejum elevada, também conhecida como hiperinsulinemia, pode indicar que o pâncreas está se esforçando para manter os níveis de açúcar no sangue controlados. Se o resultado for superior a 24,9 µU/mL, isso pode indicar essa condição. Os valores altos devem ser analisados em conjunto com outros testes, como glicose e HOMA-IR”
Isso ocorre porque o corpo está tentando combater as células que apresentam resistência à insulina. Uma meta análise publicada no The American Journal of Clinical Nutrition, demonstrou associação entre os níveis elevados de insulina em jejum e maior risco cardiovascular ((Xun et al., 2013).
P3. Resistência à Insulina: Sintomas e Como Diagnosticar
Os sintomas discretos incluem manchas escuras na pele em regiões como pescoço, axilas e virilha (acantose nigricans), cansaço sem explicação, fome constante com vontade de comer doces, dificuldade para emagrecer, ciclos menstruais irregulares, excesso de pelos e acne nas mulheres. Muitas pessoas só notam isso durante exames de rotina.
P4. Mudanças nos níveis de insulina podem causar diabetes?
Para determinar isso, os médicos conduzem uma série de testes laboratoriais em jejum, nos quais avaliam substâncias como glicose e insulina para calcular o índice HOMA-IR. Caso os resultados estejam na faixa de 2,5 a 2,9, isso pode indicar que você apresenta resistência à insulina. Além disso, há outros exames que podem ser úteis, como o exame de hemoglobina glicada, o teste oral de tolerância à glicose e o perfil lipídico, principalmente a relação entre triglicerídeos e HDL.
P5. É possível reverter a resistência à insulina?
A resistência à insulina acontece quando as células do corpo não respondem à insulina como deveriam. O pâncreas é um órgão que trabalha arduamente para produzir hormônios adicionais para ajudar a compensar isso. No entanto, se não for tratado a tempo, a produção constante de todos esses hormônios extras pode sobrecarregar o pâncreas. Como resultado, ele pode não produzir insulina suficiente, o que pode levar ao acúmulo de açúcar no sangue, resultando em pré-diabetes e, possivelmente, diabetes tipo 2 mais tarde.
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