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Metformina: Benefícios, riscos e o que a ciência revela sobre Alzheimer

Autor: Tomás Savin — Redator de saúde
Revisado por Sérgio Medeiros — Farmacêutico CRF-59232 – Especialista em Farmácia Clínica 
Revisão científica: Editor Científico VivaBemCsaude
Data de publicação: 15/07/2026
Data de revisão: 11/03/2026
Atualizado em:  27/06/2026
Fontes: Nature, PubMed, ScienceDirect.

Pesquisadores têm estudado a metformina, um dos medicamentos mais prescritos para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2, por seus possíveis efeitos além do controle dos níveis de glicose no sangue. Estudos observacionais, experimentais e pré-clínicos sugerem uma associação entre seu uso e mudanças nos processos associados à inflamação, metabolismo cerebral e envelhecimento neuronal. No entanto, ainda não há evidências de que a metformina possa prevenir ou tratar a doença de Alzheimer.

O que é Metformina?

A metformina é um dos fármacos da classe das biguanidas mais utilizados em todo o mundo no tratamento do diabetes tipo 2. Seu principal objetivo é ajudar a controlar os níveis de glicose no sangue, mas ao longo dos anos, pesquisadores passaram a observar que seus efeitos vão além do controle glicêmico. Além disso,  ela melhora a resposta do organismo à insulina e reduz a produção excessiva de açúcar pelo fígado. Sobretudo, esses mecanismos ajudam a manter o metabolismo em equilíbrio e diminuem o risco de complicações associadas ao diabetes.

Atualmente, estudos investigam possíveis benefícios adicionais da metformina em áreas como:

  • saúde metabólica;
  • inflamação, pele e função cognitiva.

Mas, muitas dessas aplicações permanecem em estudo e não substituem as indicações médicas já estabelecidas.

Como a metformina age no organismo e controla a glicose?

A metformina regula os níveis de açúcar no sangue de forma diferente da maioria dos medicamentos empregados no tratamento do diabetes tipo 2. Em vez de aumentar a produção de insulina, ela potencializa a ação da insulina que o organismo já produz, contribuindo para manter os níveis de açúcar no sangue mais estáveis.

Ela atua em três mecanismos principais

1. Reduz a produção de glicose pelo fígado, reduzindo a liberação excessiva de açúcar na circulação sanguínea;

2. Diminui a absorção de glicose no intestino, ajudando a evitar picos de açúcar após as refeições;

3. Melhora a sensibilidade à insulina, permitindo a entrada da glicose nas células de forma mais eficaz para ser utilizada como fonte de energia, em vez de se acumular no sangue.

Além de ajudar a controlar a resistência à insulina, esse conjunto de ações torna a metformina um dos medicamentos de primeira linha para o tratamento do diabetes tipo 2.

Metformina: Por que é o Padrão Ouro no Diabetes Tipo 2?

A metformina é um fármaco essencial para o tratamento do diabetes. As diretrizes mais recentes dos Estados Unidos e da Europa sugerem que o tratamento com metformina deve ser iniciado imediatamente, juntamente com mudanças no estilo de vida, assim que a pessoa for diagnosticada com diabetes tipo 2. De maneira geral, o fármaco é bem aceito. Este medicamento auxilia na diminuição da produção de glicose pelo fígado e pode ter efeitos protetores nas células das ilhotas pancreáticas.

De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2025), que recomenda o uso da metformina como primeira opção para melhorar o controle da glicemia. Ademais, a metformina contribui para a redução dos níveis de HbA1c sem provocar ganho de peso ou hipoglicemia.

As evidências científicas sugerem que a metformina pode ter um efeito neutro ou um leve benefício nos níveis de lipídios e na pressão arterial, particularmente em indivíduos com diabetes tipo 2 e resistência à insulina.

O que os estudos revelam sobre os benefícios da metformina

Embora a metformina seja comumente usada para tratar diabetes tipo 2, seu potencial ultrapassa o controle da glicose. Nas últimas décadas, pesquisas científicas têm explorado seus potenciais benefícios em diversas condições de saúde, como a síndrome dos ovários policísticos (SOP), saúde cerebral e envelhecimento saudável. Apesar de alguns resultados serem promissores, muitas dessas aplicações ainda estão em fase de estudo e necessitam de mais pesquisas para validar sua eficácia e segurança. A seguir, descubra o que as evidências científicas revelam até agora.

Diabetes tipo 3: Por que a relação com o Alzheimer desperta tanto interesse?

Nas últimas décadas, a conexão entre a doença de Alzheimer e diabetes mellitus tipo 2 tem sido objeto de muitas pesquisas. Apesar de essa relação ainda não estar completamente compreendida, há um número crescente de evidências indicando que a resistência à insulina e o controle deficiente da glicemia podem elevar o risco de comprometimento cognitivo e acelerar a progressão da doença. Por essa razão, alguns estudiosos empregam a expressão “diabetes tipo 3” para descrever alterações na sinalização da insulina observadas no tecido cerebral de pacientes com doença de Alzheimer.

De acordo com uma revisão publicada no International Journal of Molecular Sciences (2020), a insulina desempenha um papel essencial na preservação da saúde cerebral. Mudanças nessa via podem afetar tanto o processamento quanto a remoção da proteína beta-amiloide (Aβ), além de contribuir para o acúmulo da proteína tau hiperfosforilada. Essas são duas das principais características neuropatológicas da doença de Alzheimer. O metabolismo energético dos neurônios é afetado pela resistência à insulina, que também eleva o estresse oxidativo e a inflamação cerebral, fatores que contribuem para a neurodegeneração. Esses resultados fortalecem a ideia de que terapias destinadas a restaurar a sinalização da insulina podem desacelerar a progressão da doença, mesmo que essa abordagem ainda esteja em estudo e não seja parte do tratamento padrão.

O conceito de diabetes tipo 3 apresenta uma nova perspectiva para entender o Alzheimer, enfatizando o papel da saúde metabólica na função cerebral. O estudo destaca que gerenciar elementos como resistência à insulina, níveis elevados de glicose, inflamação e adoção de um estilo de vida saudável pode ser importante para diminuir os riscos relacionados ao envelhecimento cerebral,embora as evidências sejam promissoras, elas não substituem os tratamentos médicos atuais. Sob o ponto de vista científico, “diabetes tipo 3″ é um termo de pesquisa e não uma classificação oficial reconhecida pelas principais sociedades médicas.

Metformina pode ajudar a prevenir a doença de Alzheimer? O que mostram as evidências científicas

A relação entre a metformina e a prevenção da doença de Alzheimer tem gerado cada vez mais interesse entre os pesquisadores. A metformina, originalmente criada para tratar diabetes tipo 2, está sendo estudada por seus potenciais efeitos neuroprotetores, especialmente por sua influência em mecanismos biológicos que estão presentes tanto no diabetes quanto nas doenças neurodegenerativas.

Um dos estudos mais relevantes nesse campo é o protocolo do ensaio clínico MAP (Metformin in Alzheimer Dementia Prevention), publicado na revista Alzheimer Disease & Associated Disorders (2025), conduzida por divulgado por Luchsinger e colaboradores. A pesquisa buscou determinar se a metformina de liberação prolongada pode retardar o declínio cognitivo em 326 adultos com idades entre 55 e 90 anos, com comprometimento cognitivo leve amnéstico e sem diabetes. Os pesquisadores acompanharam os participantes por um período de 18 meses, avaliando tanto o desempenho da memória quanto os biomarcadores cerebrais associados à doença de Alzheimer. Esses biomarcadores englobam depósitos de beta-amiloide, modificações na proteína tau, indícios de neurodegeneração e alterações estruturais detectadas por meio de ressonância magnética.

Metformina em investigação: Seu potencial neuroprotetor contra o declínio cognitivo

A metformina, medicamento utilizado no tratamento do diabetes tipo 2, tem sido objeto de estudos em relação aos seus potenciais efeitos no cérebro. Estudos indicam que o medicamento pode contribuir para a diminuição da inflamação, do estresse oxidativo e das mudanças metabólicas ligadas ao envelhecimento dos neurônios.

Uma pesquisa de coorte realizada no Reino Unido, envolvendo mais de 210 mil participantes, constatou uma menor incidência de demência entre usuários de metformina com diabetes tipo 2. De acordo com Daly et al. (2025), os resultados sugerem uma possível ligação, mas não confirmam que o medicamento previna a doença de Alzheimer.

A metformina pode atuar ativando a AMPK, melhorando o metabolismo celular e modulando vias inflamatórias, como a NF-κB, além de estimular as defesas antioxidantes por meio do Nrf2.

De acordo com Georgiou, Zanos e Onisiforou (2026), dentre os medicamentos avaliados por meio de modelos computacionais, a metformina exibiu um dos maiores potenciais de interação com vias associadas à neuroproteção. Estudos clínicos ainda precisam confirmar esses resultados. Nesse contexto, os autores sugerem que os potenciais benefícios da metformina estão principalmente ligados à modulação da sinalização da AMPK, insulina e adipocinas. Esses mecanismos desempenham um papel no metabolismo energético cerebral, inflamação e sobrevivência dos neurônios.

A metformina é considerada uma promessa de pesquisa no campo da saúde cerebral; no entanto, ainda não há evidências suficientes para recomendar seu uso na prevenção do Alzheimer. Serão necessários mais estudos clínicos para confirmar esse possível efeito neuroprotetor.

Metformina e Alzheimer: O que as pesquisas descobriram até agora

Outra contribuição importante foi o estudo publicado em Communications Medicine, em 2026, empregando a farmacologia de redes e análises computacionais, os pesquisadores avaliaram 39 terapias para diabetes em relação à sua capacidade de proteger o cérebro contra a doença de Alzheimer.

As evidências compiladas na revisão publicada no Journal of Prevention of Alzheimer’s Disease indicam um panorama mais intrincado. Em pesquisas com modelos animais, constatou-se que a metformina diminuiu a inflamação cerebral, o estresse oxidativo, o acúmulo de beta-amiloide e a fosforilação da proteína tau. Além disso, favoreceu a neurogênese e aprimorou a memória em certos modelos experimentais.

As evidências científicas mais recentes indicam que a metformina pode interferir em processos associados ao desenvolvimento da doença de Alzheimer, como resistência à insulina no cérebro, neuroinflamação e estresse oxidativo. Contudo, ainda não há evidências clínicas robustas o bastante para indicar seu uso na prevenção ou tratamento da doença em indivíduos que não têm diabetes. Ensaios clínicos em curso, como o estudo MAP, devem determinar se esse possível neuroprotetor resulta em benefícios clínicos concretos.

Metformina e síndrome dos ovários policísticos: Atualização das evidências sobre eficácia e segurança

Enquanto a investigação sobre os efeitos neuroprotetores da metformina avança, outro campo de estudo igualmente relevante diz respeito ao seu uso na síndrome dos ovários policísticos — condição em que o fármaco tem sido amplamente empregado de forma off-label.

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) está entre as condições endócrinas mais comuns durante o período reprodutivo, afetando cerca de 6% a 20% das mulheres em idade fértil no mundo . Nesse cenário, a metformina — um agente sensibilizador da insulina frequentemente utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 — tem atraído cada vez mais atenção como alternativa terapêutica. No entanto, permanece uma indicação off-label na maioria dos países. Uso para a SOP ainda não conta com aprovação regulatória formal na maioria dos países, segundo a revisão publicada no periódico Women’s Health  conduzida por Brand et al. (2024).

Um dos medicamentos mais pesquisados para tratar a síndrome dos ovários policísticos (SOP), particularmente em mulheres que têm resistência à insulina, é a metformina. Apesar de ainda não ter aprovação específica para essa indicação em vários países, estudos científicos indicam que o medicamento pode trazer vantagens metabólicas e reprodutivas em casos específicos.

De acordo com a revisão publicada na revista Women’s Health, (2024), ressaltam que a metformina deve ser incluída em uma abordagem terapêutica personalizada, considerando as particularidades clínicas de cada paciente.

Como a metformina age na síndrome dos ovários policísticos

Conforme a revisão publicada no periódico Women’s Health por Brand e colaboradores (2024), a metformina atua indiretamente por meio da ativação da via AMPK (proteína quinase ativada por AMP), levando a um aumento na captação de glicose periférica e a uma diminuição na produção de glicose pelo fígado. Em mulheres com SOP, esse mecanismo resulta em benefícios metabólicos importantes: a melhora da sensibilidade à insulina ajuda a diminuir os níveis de insulina no sangue, reduzindo o hiperandrogenismo e restaurando, pelo menos em parte, o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano. Como resultado, nota-se uma maior regularidade nos ciclos menstruais e um aumento nas taxas de ovulação espontânea — descobertas que a revista considera essenciais para entender os efeitos clínicos observados.

Metformina aumenta as chances de ovulação na SOP

Os dados disponíveis na literatura sugerem que a metformina, quando usada isoladamente, eleva as taxas de ovulação e gestação em mulheres com SOP. No entanto, o efeito mais significativo surge de sua ligação com o citrato de clomifeno, um medicamento comumente utilizado como agente de primeira linha para induzir a ovulação. 

Em contrapartida, a metformina não aparenta trazer benefícios adicionais relevantes quando combinada ao letrozol, que é visto como o indutor de ovulação preferido por diversas diretrizes. Ensaios clínicos randomizados sugerem que o letrozol, em monoterapia, apresenta eficácia comparável ou mesmo superior à combinação com metformina, o que levanta questionamentos sobre o papel da sensibilização insulínica nesse contexto específico. Os pesquisadores  destacam que essa variação na eficácia entre as associações enfatiza a importância da personalização dos tratamentos.

A análise das evidências sugere que a metformina pode estimular a ovulação e melhorar as probabilidades de gravidez em mulheres com síndrome dos ovários policísticos, especialmente quando combinada com citrato de clomifeno. Por outro lado, as pesquisas compiladas pela revista Women’s Health indicam que a combinação com letrozol não oferece benefícios adicionais significativos, enfatizando que a escolha do tratamento deve ser personalizada de acordo com o perfil clínico e reprodutivo de cada paciente.

Metformina no início da gravidez: O que revelam os estudos

Um dos aspectos mais importantes abordados na literatura científica é a utilização da metformina no início da gravidez em mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP). Conforme a revisão publicada na revista Women’s Health, há indícios de que manter o tratamento até o final do primeiro trimestre pode estar ligado à diminuição do risco de abortamento espontâneo. Os autores sugerem que esse possível benefício pode estar ligado à melhoria do controle metabólico da mãe, à diminuição da resistência à insulina e à redução do estresse oxidativo nas etapas iniciais do desenvolvimento embrionário.

Metformina na gravidez: o que as evidências mostram sobre a segurança

Um dos aspectos mais amplamente investigados no tratamento da síndrome dos ovários policísticos (SOP) é a segurança da metformina durante a gravidez. Conforme a revisão publicada na revista Women’s Health, estudos observacionais e metanálises não apresentaram evidências sólidas de um maior risco de malformações congênitas ou de eventos perinatais adversos quando o medicamento é administrado a mulheres com indicação clínica. Apesar de esses resultados sugerirem um perfil de segurança positivo, os autores enfatizam que a decisão de continuar o uso de metformina durante a gravidez deve ser personalizada, levando em conta as condições de saúde da gestante e o acompanhamento médico especializado.

A revisão publicada na revista Women’s Health sugere que a metformina possui um perfil de segurança positivo durante a gestação, sem comprovações consistentes de aumento do risco de malformações congênitas ou de complicações perinatais. Apesar desses resultados, os autores enfatizam que a continuidade do tratamento deve ser considerada de maneira personalizada, sempre com supervisão médica especializada.

Deficiência de Vitamina B12 e Metformina: Risco Invisível

Antes de entender a relação entre a metformina e a vitamina B12, é fundamental entender o papel desse nutriente no corpo. A vitamina B12, também conhecida como cobalamina, é uma vitamina hidrossolúvel que é principalmente adquirida por meio de alimentos de origem animal, incluindo carnes, laticínios e ovos. A presença do fator intrínseco, uma glicoproteína produzida pelo estômago, é essencial para sua absorção no intestino delgado. A vitamina B12 desempenha um papel fundamental na formação das células sanguíneas, na síntese do DNA e na manutenção da mielina, que é a estrutura que protege as fibras nervosas. Quando seus níveis estão baixos, podem ocorrer anemia, mudanças neurológicas e prejuízo na função do sistema nervoso.

Como Prevenir a Deficiência de Vitamina B12

Se você utiliza metformina por um período longo, é fundamental discutir com seu médico a necessidade de acompanhar os níveis de vitamina B12. Como a deficiência dessa vitamina pode se desenvolver de maneira silenciosa, sua detecção precoce ajuda a prevenir anemia e problemas neurológicos. Quando necessário, o acompanhamento clínico e laboratorial torna o tratamento com metformina mais seguro e eficiente.

Existem interações medicamentosas com Metformina?

A metformina pode interagir com outros medicamentos, o que pode afetar sua eficácia ou elevar a probabilidade de efeitos colaterais. Isso inclui medicamentos usados para tratar hipertensão, doenças cardiovasculares e outras condições clínicas. Por essa razão, é fundamental comunicar ao médico e ao farmacêutico todos os medicamentos, vitaminas e suplementos que você está tomando antes de começar ou alterar qualquer tratamento. Essa ação auxilia na prevenção de interações e promove um uso mais seguro da metformina.

  • Diuréticos:  A eficácia terapêutica da metformina pode ser reduzida quando utilizada em combinação com hidroclorotiazida;
  • Cimetidina: Pode interferir na excreção da Metformina na urina, competindo pelos processos de transporte catiônico nos rins. Entretanto, o uso combinado de Metformina e Cimetidina pode aumentar as concentrações máximas e totais de Metformina no plasma em 60% a 81%;
  • Álcool: O uso excessivo de álcool enquanto se faz uso de metformina pode elevar a probabilidade de desenvolver acidose láctica, em particular em casos de problemas renais ou hepáticos.

Monitoramento no Tratamento do Diabetes: Exames Essenciais

  • Realização de exames de sangue com frequência no começo e, em seguida, de forma periódica;
  • Faça um teste de urina para detectar glicose e cetonas; monitore a glicemia em jejum e a hemoglobina glicada (A1c);
  • Avaliação da função renal antes de iniciar o tratamento pelo menos, uma vez ao ano após isso
  • Checagem dos níveis de vitamina B12 ocasionalmente se estiver utilizando este medicamento por um longo tempo;
  • Avaliação do folato caso haja suspeita de anemia megaloblástica.

Metformina? Veja as Instruções Essenciais Para um Tratamento Seguro

  • Use o medicamento junto com as refeições;
  • Evite ingerir bebidas alcoólicas;
  •  Informe ao seu médico caso surjam sintomas como diarreia, dor muscular intensa, câimbras, problemas respiratórios, cansaço, fraqueza ou sonolência excessiva;
  •  A dieta adequada é a estratégia mais importante para o controle do diabetes. Além das mudanças no peso e do aumento na prática de exercícios físicos, essas medidas são fundamentais para o tratamento e controle da doença e suas complicações;
  •  Manter em temperatura ambiente, variando entre 15°C e 30°C. Proteger da umidade e da luz;
  • Não altere a dosagem do medicamento prescrito pelo seu médico;
  • Caso tenha esquecido de tomar o medicamento pela manhã, faça isso em algum momento mais tarde;
  • Efetue o acompanhamento constante dos níveis de glicose no sangue e na urina, de acordo com as instruções do seu médico.

FAQ — Perguntas Frequentes sobre a Metformina

P1. Quais são os efeitos colaterais da Metformina?

Como qualquer medicamento, a metformina pode provocar efeitos secundários.

Náuseas, desconforto abdominal e diarreia são os efeitos colaterais mais frequentes, particularmente no começo do tratamento. Em muitos casos, esses sintomas diminuem conforme o corpo se ajusta. Se continuarem ou se tornarem mais intensos, busque aconselhamento médico.

P2. Metformina e a vitamina B12: Qual a relação?

A metformina, quando utilizada por um período prolongado, pode diminuir os níveis de vitamina B12.

Como essa deficiência costuma ser silenciosa, ela pode levar a anemia e alterações neurológicas. Portanto, pode ser aconselhado o acompanhamento regular dos níveis de vitamina B12 para usuários de longo prazo.

P3. Metformina interage com outros medicamentos?

Sim – A metformina tem potencial para interagir com outros fármacos. Certos medicamentos podem elevar a probabilidade de efeitos colaterais, incluindo a infrequente acidose láctica, particularmente em indivíduos com fatores de risco. Portanto, sempre informe ao médico ou farmacêutico sobre todos os medicamentos e suplementos que você está tomando.

P4. A Metformina pode ajudar na perda de peso?

A realidade é que a metformina não é um fármaco destinado à perda de peso. Sua finalidade original é tratar o diabetes tipo 2. Contudo, algumas pessoas podem acabar emagrecendo enquanto utilizam o medicamento.

P5. Metformina causa diarreia? Saiba o que fazer

Um efeito colateral comum da metformina de liberação prolongada, particularmente no início do tratamento, é a diarreia. Em diversos casos, os sintomas tendem a diminuir nas primeiras semanas e costumam ser menos intensos quando o medicamento é administrado durante as refeições.

Conclusão

A metformina é, sem dúvida, mundialmente utilizada no tratamento do diabetes tipo 2. Além disso, pesquisas recentes têm mostrado muitos outros benefícios potenciais deste fármaco, embora ainda estejam sendo estudados. Os benefícios da metformina no tratamento do diabetes tipo 2  são amplamente estabelecidos.

No entanto, os estudos científicos ainda estão investigando seus possíveis efeitos em outras condições clínicas. Esses achados despertam interesse científico, mas ainda estão em investigação clínica.

Este conteúdo tem como único propósito informativo educacional. A metformina deve ser utilizada sob prescrição e supervisão médica. Nunca inicie, interrompa ou altere medicamentos por conta própria.

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